III Encontro de Pesquisa em Música da UFPEL 2018

UMA ROSA PARA PIXINGUINHA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO CRIATIVO DE GNATTALI A PARTIR DA VALSA ROSA DE PIXINGUINHA

Rafael Henrique Soares Velloso
Menan Medeiros Duwe

Uma rosa para pixinguinha (capa)

Resumo: Este trabalho é a primeira publicação textual do projeto em andamento Escrita improvisatória para saxofone e piano, que já apresentou, como produção artística, um programa de recital em três eventos. Este texto discute o processo criativo empregado por Radamés Gnattali na obra Uma Rosa para Pixinguinha. Esta música, composta como uma homenagem à valsa Rosa de Pixinguinha, mistura aspectos de alguns modos de criação derivativa na construção de um retrato musical transformado pelo estilo de Radamés. A análise paradigmática foi utilizada como ferramenta por meio da sobreposição das melodias e das sequências harmônicas das duas músicas. Constata-se que enquanto Gnattali manteve: estrutura formal, métrica, número de compassos, parte significativo dos ritmos da melodia e alguns contornos harmônicos em referência a música de Pixinguinha, os demais elementos são recriados, misturando aspectos
de re-harmonização, arranjo e im provisação sobre uma estrutura formal. A fim de caracterizar melhor este processo, consideraremos a recorrência de uma prática de criação direcionada, desenvolvida por Gnattali tendo como foco músicos e compositores que ele admirava, tal qual em composições como a Suíte Retratos, já analisada por Lima (2011).

PALAVRAS-CHAVE: RADAMÉS GNATTALI, PIXINGUINHA, PROCESSO CRIATIVO DERIVATIVO.

III-EPMU-2018-ANAIS-VF-páginas-73-78

III EPMU 2018 capa

https://wp.ufpel.edu.br/epmu/

 

Trabalho conclusivo de mestrado

Menan Medeiros Duwe
Orientação: Catarina Leite Domenici

Resumo: Esta dissertação é um estudo de dois processos de criação na música contemporânea, nos quais atuei junto com dois colegas: Dario Rodrigues Silva (pianista) e Lauro Pecktor (compositor). O primeiro processo foi a preparação da estreia da peça Doppelgänger, e o segundo foi a construção e apresentação da peça espaços submersos entre prédios. Em ambos os processos investiguei a função e os significados da partitura, avaliando a atuação dos músicos e suas ideias. As análises foram realizadas tendo como referencial teórico o Conceito de Obra Musical (GOEHR, 1992), o questionamento sobre a ênfase demasiada que a cultura ocidental de concerto coloca na escrita, um conjunto de investigações sobre colaborações entre performers e compositores e o conceito de Campo da Obra Musical (ÖSTERSJÖ, 2008). Como métodos, considerei os princípios da Pesquisa Artística (BORGDORFF, 2012; COESSENS, CRISPIN, DOUGLAS, 2009) da Autoetnografia Analítica (ANDERSON, 2006) e dos Estudos de Caso. Os dois processos foram descritos para em seguida serem analisados. Os principais recursos utilizados nas análises foram as gravações dos ensaios, a minha memória de pesquisador participante e as entrevistas realizadas com meus colegas. Como conclusão, observei que as partituras foram consideradas pontos de partida, textos em torno do quais foram criados campos textuais que emergiram da interação e do trabalho em grupo, confirmando que a atuação dos músicos (performers e compositor) é mais bem entendida como ciclos de criação e interpretação, conforme é proposto no conceito de Campo da Obra Musical.

Palavras-chave: Campo textual, Música contemporânea, Partitura, Processos de criação.

Link para o trabalho:
https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/129848

Instituição:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Artes. Programa de Pós-Graduação em Música.

Revista OPUS – volume 18, número 2 – 2012

Analogias entre textura musical e a montagem no cinema mudo: sintagmas alternantes na obra En blanc et noir de Debussy
Menan Medeiros Duwe
Guilherme A. Sauerbronn de Barros

Resumo: Exporemos o conceito de sintagma alternante como um importante recurso narrativo cinematográfico, que se caracteriza por um determinado arranjo de quadros na montagem. Na primeira parte do artigo, usaremos esse conceito conforme sugere Rebecca Leydon (2001), para mostrar que situações análogas podem ser identificadas na música do período tardio de Debussy, recorrendo a uma amostra significativa: ocorrências na segunda peça da obra En blanc et noir, através de uma análise textural que se embasa na teorização de Wallace Berry (1987). Essa abordagem analítica nos permitirá discutir, na segunda parte, a possibilidade de estabelecimento de analogias entre a obra de Debussy e o cinema mudo, considerado o período em questão, contrapondo a proposta de Leydon à crítica de Scott Paulin (2010) sobre esse assunto. A discussão apontará para a correlação entre meios artísticos em uma tendência a imitar processos do pensamento no início do século XX.

Palavras-chave: Sintagmas alternantes. Textura. Analogia. Cinema. En blanc et noir.

link para o artigo:

Clique para acessar o OPUS_18_2_Duwe_Barros.pdf

link para a revista:
http://www.anppom.com.br/opus/pt-br/issues/18.2

DAPesquisa – CEART 2011

A Poética do Conflito na obra para dois pianos En Blanc et Noir de Claude Debussy
Menan Medeiros Duwe
Guilherme A. Sauerbronn de Barros

Resumo: Essa artigo propõe uma avaliação das referências poéticas apresentadas pelo compositor francês Claude Debussy em sua obra para dois pianos composta em 1915, En Blanc et Noir, profundamente influenciada pela Primeira Guerra Mundial. A partir do artigo de Jonathan Dunsby: “The Poetry of Debussy’s En blanc et noir”, propomos a interpretação das referências, relacionando informações extramusicais, em três tipos de conflitos, um para cada movimento, circundando o nacionalismo que passa a ser afirmado com força ainda maior após o início da guerra. Para isso, investigaremos cartas trocadas na época que abordem o assunto junto com informações levantadas sobre o compositor, e proporemos relações com elementos da obra em questão, tanto no diz respeito ao seu conteúdo musical quanto ao textual que o compositor agrega a partitura de sua música. Isso mostrará a importância de uma abordagem desse tipo para sua compreensão, o que pode reforçar e embasar a construção de uma interpretação.

Palavras-chave: Debussy; En Blanc et Noir; Poética; Conflito; Primeira Guerra

http://www.ceart.udesc.br/dapesquisa/files/03MUSICA_Menan_Medeiros_Duwe2212.pdf

Trabalho de conclusão de curso

Analogias entre cinema mudo e narrativa musical: considerações poéticas e análise textural da segunda peça de En Blanc et Noir de Claude Debussy

Menan Medeiros Duwe
Orientador: Dr. Guilherme Antonio Sauerbronn de Barros

Florianópolis, 2011.

Resumo: Neste trabalho elaboramos uma discussão e uma aplicação da proposta de utilização dos recursos de edição do cinema mudo como modelo para interpretar a narrativa musical do período tardio de Claude Debussy. Discutimos as referências poéticas na obra para dois pianos En blanc et noir, de 1915 – que envolvem a situação pessoal do compositor, o impacto da Primeira Guerra Mundial sobre ele e a sua visão estética. Estabelecemos analogias entre a narrativa e as técnicas de montagem utilizadas no cinema mudo na segunda das três peças dessa música, embasando-as nas referências levantadas e em uma análise das linhas que constituem a textura musical.

Palavras-chave: En blanc et noir, Debussy, Analogia, Cinema mudo, Poética, Textura.

http://www.pergamumweb.udesc.br/dados-bu/000000/000000000012/000012A2.pdf

ANPPOM – Anais 2011

A narrativa musical no terceiro movimento da Sonata para flauta, viola e harpa de Claude Debussy.

Menan Medeiros Duwe
UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina – menan.md@gmail.com
Acácio Tadeu de Camargo Piedade
UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina – acaciopiedade@gmail.com

Resumo: Nesta comunicação apresentamos uma análise do terceiro movimento da Sonata para flauta, viola e harpa de Claude Debussy, intitulado Final. Procuraremos esclarecer a narrativa musical ali presente, mostrando os materiais temáticos que se desenvolvem partindo do conflito e chegando à conciliação e ao equilíbrio. Algumas técnicas de montagem e transição de imagens do cinema mudo serão adaptadas e usadas como ferramenta para interpretar a articulação desses elementos.

Palavras-Chave: Debussy, Sonata, Análise Musical, Forma, Cinema

Duwe e Piedade – A narrativa musical no terceiro movimento

DAPesquisa – CEART 2009

Os Cenários Moventes da Sonata para Flauta,Viola e Harpa de Claude
Debussy: considerações analíticas.

Acácio Tadeu de Camargo Piedade
Menan Medeiros Duwe

Resumo:
Neste artigo examinaremos a Sonata para flauta, viola e harpa de Claude Debussy, composta em 1915, obra da fase tardia do compositor. O artigo inicia com uma contextualização histórica na qual procuraremos retratar o compositor nesta sua última fase. Em seguida, apresentaremos uma análise do segundo movimento da sonata, Interlude. A análise leva em conta forma,harmonia, motivos e andamentos, e também adapta alguns elementos da teoria cinematográfica no sentido de compreender a música de Debussy.

http://www.ceart.udesc.br/revista_dapesquisa/volume4/numero1/musica/oscenariosmoventes.pdf